Trends in Psychiatry and Psychotherapy
https://trends.org.br/article/doi/10.1590/2237-6089-2015-0090
Trends in Psychiatry and Psychotherapy
Case Report

Post-stroke psychosis: how long should we treat?

Psicose após acidente vascular cerebral: até quando devemos tratar?

Maria do Céu Ferreira; Célia Machado; Beatriz Santos; Álvaro Machado

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Abstract

Abstract Objective: To describe a rare case of a patient who developed psychotic symptoms after a right stroke that disappeared with antipsychotic treatment, but appears to need low-dose maintenance antipsychotic therapy. Case description: A 65-year-old man presented at the psychiatric emergency service with a history of persistent delusional jealousy, visual illusions and agitation with onset about 1 month after a right posterior cerebral artery ischemic stroke. These symptoms only disappeared with therapeutic dosages of an antipsychotic drug (3 mg/day of risperidone). At 2-year follow-up, he no longer had delusional activity and the antipsychotic treatment was gradually discontinued over the following year. However, 1 week after full cessation, the patient once more became agitated and suspicious and was put back on risperidone at 0.25 mg/day, resulting in rapid clinical remission. One year after the return to low-dose risperidone, the patient's psychopathology is still under control and he is free from psychotic symptoms. Comments: Psychosis is a relatively rare complication after stroke. To our knowledge, no cases of post-stroke psychosis that apparently require continuous low-dose antipsychotic treatment have been reported to date. Our case suggests that low-dose maintenance antipsychotic therapy may be needed for certain patients with post-stroke psychosis, especially for those with risk factors and non-acute onset.

Keywords

Psychosis, stroke, antipsychotic treatment

Resumo

Resumo Objetivo: Descrever o caso raro de um paciente que desenvolveu sintomas psicóticos após um acidente vascular cerebral (AVC) no nível do hemisfério direito que remitiram com tratamento antipsicótico, mas parece precisar de uma terapêutica de manutenção com antipsicótico em baixa dosagem. Descrição de caso: Um homem de 65 anos apresentou-se no serviço de urgência psiquiátrica por um quadro persistente de delírio de ciúmes, ilusões visuais e agitação com início cerca de 1 mês após AVC isquêmico no nível da artéria cerebral posterior direita. Esses sintomas só desapareceram com doses terapêuticas de antipsicótico (risperidona 3 mg/dia). Após 2 anos de seguimento, o paciente não mais apresentava atividade delirante, e o tratamento antipsicótico foi progressivamente descontinuado durante o ano seguinte. No entanto, 1 semana após a suspensão total, o paciente começou a ficar agitado e desconfiado, tendo-se reiniciado a risperidona 0,25 mg/dia, com rápida remissão clínica. O paciente está medicado com esta baixa dose de antipsicótico há um ano, permanecendo psicopatologicamente compensado e sem sintomas psicóticos. Comentários: A psicose é uma complicação relativamente rara após AVC. Segundo nosso conhecimento, não há casos descritos até ao momento de psicose após AVC que, aparentemente, requerem uma dose baixa contínua de antipsicótico. Nosso caso sugere que uma terapêutica de manutenção com antipsicótico em baixa dosagem pode ser necessária para determinados pacientes com psicose após AVC, especialmente para aqueles com fatores de risco e início não agudo dos sintomas.

Palavras-chave

Psicose, acidente vascular cerebral, tratamento antipsicótico

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